Tribuna do Congresso<font color=0094E0>*</font>
Documento muito longo
• José Machado
Rio Tinto
As teses para o XVII Congresso, são um documento excessivamente longo: 92 páginas e com uma evidente dificuldade de síntese. É falsa a ideia de que o documento será discutido por todo o partido; esta ideia é uma simples declaração de intenções. Um tal volume de leitura nunca colocará todo o partido a discutir as teses, mas sim a assistir a um debate em patamares diferentes de responsabilidades. É uma constatação de facto que não pretende sequer propor qualquer «corte» uma vez que, com algum esforço, também concluo da necessidade e do interesse da leitura completa dos 4 capítulos.
Mas passemos aos reparos que faço a partir da minha leitura do documento.
Coreia do Norte. Na Situação Internacional, faz-se uma análise extremamente rica do estado do Mundo. E se a esta quisermos juntar, a intervenção de Miguel Urbano Rodrigues, na abertura do Encontro Internacional «Civilização ou Barbárie» teremos então uma visão global ainda mais rica e revolucionária.
Todavia, algumas questões carecem de respostas mais claras, designadamente, no que diz respeito à Coreia do Norte e ao critério de análise sobre o rumo socialista deste país.
Como pode o rumo socialista de qualquer país ser compatível com uma dinastia no poder, o culto da personalidade e o endeusamento do homem providencial?
E mesmo se, a estrutura económica com a propriedade social dos meios de produção, justifique o rumo socialista de tal ou tal país, há muito que o critério do PCP é justamente, a interacção entre democracia económica e democracia politica e cultural.
E que dizer da justiça social e das liberdades neste país? Em que é que ficamos?
Partido da Esquerda Europeia. Quando se diz em (1.0.5) da necessidade de desenvolver a cooperação entre as forças revolucionárias progressistas e outras, para um pouco mais longe em (1.3.34) colocar o recém-criado Partido da Esquerda Europeia sob suspeita de federalismo e outros adjectivos que mais não reflectem que uma certa falta de humildade do PCP, apresentando-o como detentor da verdade revolucionária, ou como se o pensamento revolucionário não tivesse em conta o movimento da realidade global a nível do mundo, com a sua complexidade e suas contradições mesmo no seio da esquerda mais consequente. Percorri a generalidade dos documentos originais ou no Avante!, sobre a criação do Partido da Esquerda Europeia e não me apercebi de «fantasmas» senão os que meterão medo à mundialização capitalista.
O XVII congresso terá que tratar e esclarecer esta questão com maior objectividade e evitar uma atitude de «um pé dentro e o outro fora» em relação ao PEE. Parece-me, aliás, que existe aqui uma certa negação do movimento dialéctico.
Voto secreto como regra quando se trate de eleger pessoas. As escassas possibilidades de discutir este problema no partido ao nível da minha participação, não me têm convencido de que o voto secreto não seja o mais democrático. Continuo a pensar que, quando se trata de eleger pessoas, só o voto secreto me garante total liberdade de consciência. Só o voto secreto me garante se o meu voto será, ou não, animado por qualquer animosidade pessoal em relação a um ou mais camaradas a eleger, já que nos resultados, eu saberei se sou o único a votar contra o(s) camarada(s) em questão, ou se haverá mais votos contra, além do meu. Ou até se, mais de metade da Assembleia votou contra o(s) dito(s) camarada(s) e impediu a sua eleição numa lista.
Neste caso, o voto de braço no ar, inibe e não é completamente livre.
Actualmente, só a lei anticomunista ao imiscuir-se no funcionamento democrático do PCP me fará aceitar o voto de braço no ar, como um voto de raiva, mas nunca como um voto totalmente livre.
Um partido revolucionário
• André Freitas Andrade
Bobigny - França
Neste mês de Setembro, a festa do Avante! foi um grande sucesso para o Partido e para Portugal. É por isso que o PCP é uma força útil para a sociedade em que vivemos, porque a política de direita do PSD/PP e do PS estão sempre ao serviço do grande capital, dos grandes grupos financeiros e económicos do país e também ao serviço do imperialismo, ou seja, os conservadores de direita e os social-democratas da esquerda moderna. Por isso, vamos continuar a lutar pela uma sociedade mais justa, mais fraterna, onde haja mais justiça social, mais solidariedade entre os povos. Mas por isso tem que haver uma transformação social, uma política eficaz onde o povo possui todos os poderes. Vimos na Venezuela, o presidente ganhou o referendo porque o povo estava unido atrás dele.
Solidariedade internacionalista, precisamos sempre para hoje e pelo futuro com os outras partidos comunistas e de esquerda, contra o capitalismo e o imperialismo.
Sobre o XVII Congresso do Partido, queria dizer que estou de acordo com as alterações aos estatutos porque são conformes as suas actividades, uma vez que não toca no que diz respeito à sua identidade própria, à sua vida interna.
Nas Teses, tenho muitas proposições a inserir, por exemplo sobre o modelo do socialismo para Portugal. Penso que temos que estudar as experiências positivas e negativas do socialismo do Leste, que por min não pode ser qualquer modelo para um partido comunista, tem que ser um socialismo com as cores de Portugal, que nunca existiu noutros países.
Temos que nos afastar de práticas inaceitáveis e promover um novo impulso no PCP, promover mais democracia dentro do Partido.
Reagir com força e dizer um «Não» às leis dos partidos, que é antidemocrática e que visa principalmente o nosso Partido.
Lutaremos pela transformação social em Portugal , empenhados para derrotar este Governo de direita que tem que chegar ao fim para o bem dos trabalhadores e do povo português.
Uma mensagem (e voto) pessoal
• Arnaldo Mesquita
Porto
Na actual conjectura, com a direita e a extrema-direita no poder a fazer tropelias sem conta, o PS e preservar na sua (má) política de sempre e os ditos «dissidentes» a atacar-nos, sempre que a oportunidade lhes surge, ocoreu-me dizer em verso, nesta Tribuna, o que me afigura dever resultar das resoluções e dos trabalhos do Congresso. Eis:
Por último, como pelos vistos será um facto consumado a demissão do actual secretário-geral, resta-me só formular um voto para que o novo Comité Central faça uma correcta escolha, como aliás deve ser seu timbre: capacidade pessoal e firmeza ideológica, maleabilidade, sem sectarismos nem seguidismos, no respeito do centralismo democrático e da democracia interna que tanto prezo, serão atributos fundamentais do meu ponto de vista para o novo secretário-geral do PCP.
Contributo de militância
• Rogério Nunes
Soure
Por pensar ser importante, deixo aqui o meu testemunho e, o meu profundo agradecimento, quer como militante quer como membro da Comissão concelhia de Soure, no que toca a todas as actividades levadas a cabo durante este ano pelo PCP neste concelho.
Iniciámos o ano com reuniões nas freguesias de Alfarelos, Granja do Ulmeiro, Vila Nova de Anços, no âmbito de levarmos a voz do PCP mais perto dos militantes deste concelho. Ao mesmo tempo, desdobrámo-nos em fins de semana de trabalho no levantamento de militantes do PCP, terminámos estas jornadas de trabalho com o Almoço de aniversário do Partido Comunista Português, realizado no restaurante O Cansado, na vila de Soure, onde contámos com o camarada Vasco Gonçalves e com uma sala repleta de militantes, sinal de vitalidade do Partido.
Terminámos estas jornadas com a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, com a presença do camarada Sérgio Ribeiro, que visitou Alafarelos, Granja do Ulmeiro e terminou em Soure, num pequeno lanche convívio, onde fomos ignorados pela comunicação social.
Independentemente de tudo, e porque o trabalho dá sempre frutos, fomos, excluindo o Bloco de Esquerda, mesmo com a avalanche de abstenção, a única força política que registou subida de votação, um voto! Um voto apenas, mas que serviu como um voto de louvor para todos os militantes e simpatizantes da CDU!
Batemo-nos em todas as frentes, na autarquia na Assembleia Municipal, e nossa eleita Manuela Santos debateu-se com o imobilismo do PS, que nunca foi nem será uma oposição credível ao actual executivo camarário. Manuela Santos bateu-se pela requalificação dos trabalhadores da autarquia, que se transformou num autêntico atropelo aos direitos do s trabalhadores, encontrando-se hoje o processo já com vários pareceres e com queixas de alguns trabalhadores no Tribunal.
Lutámos pela dignificação do arquivo histórico da Câmara Municipal, onde as actas da freguesia de Samuel de 1875 «alcatifavam» o chão, para mais tarde e perante o olhar de espanto de um historiador desta vila passarem a ser arquivadas em dossier's depois de devidamente furadas à medida.
Estivemos na paralisação das obras das piscinas da vila de Soure, que assentam sobre um pano de muralha do castelo de Soure que remonta a 711, bem assim como de restos de casas medievais, encontrado-se hoje as hobras paradas por ordem do IPPAR, depois da intervenção atenta da Associação para o Património desta vila de Soure.
Defendemos o centro histórico urbano, onde muito ainda há por fazer, mas que continuará a fazer parte da nossa agenda de trabalhos.
Tudo isto levamos à Assembleia Municipal, pela voz da nossa camarada e eleita Manuela Santos.
Cientes que ainda só agora voltámos de férias, que ainda só agora reiniciámos os trabalhos, de novo retomamos as várias frentes de luta tanto a nível nacional, como a nível local sempre ao lado dos trabalhadores, sempre ao lado dos mais desfavorecidos, daqueles que todos os dias são esquecidos, daqueles que são calados!, e só através da nossa voz ainda conseguem ser ouvidos. (...)
_________
*Os textos enviados para a Tribuna do Congresso devem ter um máximo de 60 linhas dactilografadas a 60 espaços (3600 caracteres, espaços incluídos). A Redacção do Avante! reserva-se o direito de reduzir os textos que excedam estas dimensões, bem como de efectuar a selecção que as limitações de espaço venham a impor. Cada texto deverá ser acompanhado do número de militante do seu autor.
Será dada prioridade à publicação do primeiro texto de cada camarada. Eventuais segundos textos do mesmo autor, só serão publicados quanto não houver primeiros textos a aguardar publicação.
A Redacção poderá responder ou comentar textos publicados.
De toda a correspondência que contenha propostas de emenda ou sugestões sobre os documentos em debate, será enviada cópia para as respectivas comissões de redacção.
A correspondência deve ser endereçada para a Redacção do Avante!: Rua Soeiro Pereira Gomes, n.º 3, 1600-196 Lisboa; Fax: 217817193; Endereço electrónico: [email protected] ou [email protected].
• José Machado
Rio Tinto
As teses para o XVII Congresso, são um documento excessivamente longo: 92 páginas e com uma evidente dificuldade de síntese. É falsa a ideia de que o documento será discutido por todo o partido; esta ideia é uma simples declaração de intenções. Um tal volume de leitura nunca colocará todo o partido a discutir as teses, mas sim a assistir a um debate em patamares diferentes de responsabilidades. É uma constatação de facto que não pretende sequer propor qualquer «corte» uma vez que, com algum esforço, também concluo da necessidade e do interesse da leitura completa dos 4 capítulos.
Mas passemos aos reparos que faço a partir da minha leitura do documento.
Coreia do Norte. Na Situação Internacional, faz-se uma análise extremamente rica do estado do Mundo. E se a esta quisermos juntar, a intervenção de Miguel Urbano Rodrigues, na abertura do Encontro Internacional «Civilização ou Barbárie» teremos então uma visão global ainda mais rica e revolucionária.
Todavia, algumas questões carecem de respostas mais claras, designadamente, no que diz respeito à Coreia do Norte e ao critério de análise sobre o rumo socialista deste país.
Como pode o rumo socialista de qualquer país ser compatível com uma dinastia no poder, o culto da personalidade e o endeusamento do homem providencial?
E mesmo se, a estrutura económica com a propriedade social dos meios de produção, justifique o rumo socialista de tal ou tal país, há muito que o critério do PCP é justamente, a interacção entre democracia económica e democracia politica e cultural.
E que dizer da justiça social e das liberdades neste país? Em que é que ficamos?
Partido da Esquerda Europeia. Quando se diz em (1.0.5) da necessidade de desenvolver a cooperação entre as forças revolucionárias progressistas e outras, para um pouco mais longe em (1.3.34) colocar o recém-criado Partido da Esquerda Europeia sob suspeita de federalismo e outros adjectivos que mais não reflectem que uma certa falta de humildade do PCP, apresentando-o como detentor da verdade revolucionária, ou como se o pensamento revolucionário não tivesse em conta o movimento da realidade global a nível do mundo, com a sua complexidade e suas contradições mesmo no seio da esquerda mais consequente. Percorri a generalidade dos documentos originais ou no Avante!, sobre a criação do Partido da Esquerda Europeia e não me apercebi de «fantasmas» senão os que meterão medo à mundialização capitalista.
O XVII congresso terá que tratar e esclarecer esta questão com maior objectividade e evitar uma atitude de «um pé dentro e o outro fora» em relação ao PEE. Parece-me, aliás, que existe aqui uma certa negação do movimento dialéctico.
Voto secreto como regra quando se trate de eleger pessoas. As escassas possibilidades de discutir este problema no partido ao nível da minha participação, não me têm convencido de que o voto secreto não seja o mais democrático. Continuo a pensar que, quando se trata de eleger pessoas, só o voto secreto me garante total liberdade de consciência. Só o voto secreto me garante se o meu voto será, ou não, animado por qualquer animosidade pessoal em relação a um ou mais camaradas a eleger, já que nos resultados, eu saberei se sou o único a votar contra o(s) camarada(s) em questão, ou se haverá mais votos contra, além do meu. Ou até se, mais de metade da Assembleia votou contra o(s) dito(s) camarada(s) e impediu a sua eleição numa lista.
Neste caso, o voto de braço no ar, inibe e não é completamente livre.
Actualmente, só a lei anticomunista ao imiscuir-se no funcionamento democrático do PCP me fará aceitar o voto de braço no ar, como um voto de raiva, mas nunca como um voto totalmente livre.
Um partido revolucionário
• André Freitas Andrade
Bobigny - França
Neste mês de Setembro, a festa do Avante! foi um grande sucesso para o Partido e para Portugal. É por isso que o PCP é uma força útil para a sociedade em que vivemos, porque a política de direita do PSD/PP e do PS estão sempre ao serviço do grande capital, dos grandes grupos financeiros e económicos do país e também ao serviço do imperialismo, ou seja, os conservadores de direita e os social-democratas da esquerda moderna. Por isso, vamos continuar a lutar pela uma sociedade mais justa, mais fraterna, onde haja mais justiça social, mais solidariedade entre os povos. Mas por isso tem que haver uma transformação social, uma política eficaz onde o povo possui todos os poderes. Vimos na Venezuela, o presidente ganhou o referendo porque o povo estava unido atrás dele.
Solidariedade internacionalista, precisamos sempre para hoje e pelo futuro com os outras partidos comunistas e de esquerda, contra o capitalismo e o imperialismo.
Sobre o XVII Congresso do Partido, queria dizer que estou de acordo com as alterações aos estatutos porque são conformes as suas actividades, uma vez que não toca no que diz respeito à sua identidade própria, à sua vida interna.
Nas Teses, tenho muitas proposições a inserir, por exemplo sobre o modelo do socialismo para Portugal. Penso que temos que estudar as experiências positivas e negativas do socialismo do Leste, que por min não pode ser qualquer modelo para um partido comunista, tem que ser um socialismo com as cores de Portugal, que nunca existiu noutros países.
Temos que nos afastar de práticas inaceitáveis e promover um novo impulso no PCP, promover mais democracia dentro do Partido.
Reagir com força e dizer um «Não» às leis dos partidos, que é antidemocrática e que visa principalmente o nosso Partido.
Lutaremos pela transformação social em Portugal , empenhados para derrotar este Governo de direita que tem que chegar ao fim para o bem dos trabalhadores e do povo português.
Uma mensagem (e voto) pessoal
• Arnaldo Mesquita
Porto
Na actual conjectura, com a direita e a extrema-direita no poder a fazer tropelias sem conta, o PS e preservar na sua (má) política de sempre e os ditos «dissidentes» a atacar-nos, sempre que a oportunidade lhes surge, ocoreu-me dizer em verso, nesta Tribuna, o que me afigura dever resultar das resoluções e dos trabalhos do Congresso. Eis:
I
Nós não somos,
nunca fomos,
nem seremos,
subalternos
dos burgueses!
Se pactuamos
por vezes
fazemo-lo
apenas por
valores superiores,
Que prezervamos!
Sabei,
Renegados,
e traidores!
Ide dizê-lo
aos vossos amos!
II
Combatemos
os infernos
sempiternos
próprios do
Capitalismo,
quer
antigos
quer
modernos!
Todos nos
são inimigos!
Contra
eles nós
lutamos!
Lutámos e lutaremos!
Bem firmes,
E decididos!
Por último, como pelos vistos será um facto consumado a demissão do actual secretário-geral, resta-me só formular um voto para que o novo Comité Central faça uma correcta escolha, como aliás deve ser seu timbre: capacidade pessoal e firmeza ideológica, maleabilidade, sem sectarismos nem seguidismos, no respeito do centralismo democrático e da democracia interna que tanto prezo, serão atributos fundamentais do meu ponto de vista para o novo secretário-geral do PCP.
Contributo de militância
• Rogério Nunes
Soure
Por pensar ser importante, deixo aqui o meu testemunho e, o meu profundo agradecimento, quer como militante quer como membro da Comissão concelhia de Soure, no que toca a todas as actividades levadas a cabo durante este ano pelo PCP neste concelho.
Iniciámos o ano com reuniões nas freguesias de Alfarelos, Granja do Ulmeiro, Vila Nova de Anços, no âmbito de levarmos a voz do PCP mais perto dos militantes deste concelho. Ao mesmo tempo, desdobrámo-nos em fins de semana de trabalho no levantamento de militantes do PCP, terminámos estas jornadas de trabalho com o Almoço de aniversário do Partido Comunista Português, realizado no restaurante O Cansado, na vila de Soure, onde contámos com o camarada Vasco Gonçalves e com uma sala repleta de militantes, sinal de vitalidade do Partido.
Terminámos estas jornadas com a campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, com a presença do camarada Sérgio Ribeiro, que visitou Alafarelos, Granja do Ulmeiro e terminou em Soure, num pequeno lanche convívio, onde fomos ignorados pela comunicação social.
Independentemente de tudo, e porque o trabalho dá sempre frutos, fomos, excluindo o Bloco de Esquerda, mesmo com a avalanche de abstenção, a única força política que registou subida de votação, um voto! Um voto apenas, mas que serviu como um voto de louvor para todos os militantes e simpatizantes da CDU!
Batemo-nos em todas as frentes, na autarquia na Assembleia Municipal, e nossa eleita Manuela Santos debateu-se com o imobilismo do PS, que nunca foi nem será uma oposição credível ao actual executivo camarário. Manuela Santos bateu-se pela requalificação dos trabalhadores da autarquia, que se transformou num autêntico atropelo aos direitos do s trabalhadores, encontrando-se hoje o processo já com vários pareceres e com queixas de alguns trabalhadores no Tribunal.
Lutámos pela dignificação do arquivo histórico da Câmara Municipal, onde as actas da freguesia de Samuel de 1875 «alcatifavam» o chão, para mais tarde e perante o olhar de espanto de um historiador desta vila passarem a ser arquivadas em dossier's depois de devidamente furadas à medida.
Estivemos na paralisação das obras das piscinas da vila de Soure, que assentam sobre um pano de muralha do castelo de Soure que remonta a 711, bem assim como de restos de casas medievais, encontrado-se hoje as hobras paradas por ordem do IPPAR, depois da intervenção atenta da Associação para o Património desta vila de Soure.
Defendemos o centro histórico urbano, onde muito ainda há por fazer, mas que continuará a fazer parte da nossa agenda de trabalhos.
Tudo isto levamos à Assembleia Municipal, pela voz da nossa camarada e eleita Manuela Santos.
Cientes que ainda só agora voltámos de férias, que ainda só agora reiniciámos os trabalhos, de novo retomamos as várias frentes de luta tanto a nível nacional, como a nível local sempre ao lado dos trabalhadores, sempre ao lado dos mais desfavorecidos, daqueles que todos os dias são esquecidos, daqueles que são calados!, e só através da nossa voz ainda conseguem ser ouvidos. (...)
_________
*Os textos enviados para a Tribuna do Congresso devem ter um máximo de 60 linhas dactilografadas a 60 espaços (3600 caracteres, espaços incluídos). A Redacção do Avante! reserva-se o direito de reduzir os textos que excedam estas dimensões, bem como de efectuar a selecção que as limitações de espaço venham a impor. Cada texto deverá ser acompanhado do número de militante do seu autor.
Será dada prioridade à publicação do primeiro texto de cada camarada. Eventuais segundos textos do mesmo autor, só serão publicados quanto não houver primeiros textos a aguardar publicação.
A Redacção poderá responder ou comentar textos publicados.
De toda a correspondência que contenha propostas de emenda ou sugestões sobre os documentos em debate, será enviada cópia para as respectivas comissões de redacção.
A correspondência deve ser endereçada para a Redacção do Avante!: Rua Soeiro Pereira Gomes, n.º 3, 1600-196 Lisboa; Fax: 217817193; Endereço electrónico: [email protected] ou [email protected].